Retratos da semana

 

Resiliência. Essa tem sido a minha palavra em 2015. Pra ser mais exata, essa tem sido a minha palavra desde o finalzinho de 2014. Aliás, eu já sabia disso antes mesmo do pipocar dos fogos no céu, anunciando a virada do ano. Minha intuição nunca gritou tão alto! Lembram quando eu comentei sobre isso aqui?

Ainda não entendi muito bem o que o Universo está querendo me dizer, mas seja ele lá o que for, estou tentando passar no teste:)

 

O lado bom desse processo – desse eterno processo – é que a gente vai aprendendo algumas coisas ao longo do caminho. Uma delas é administrar nossas energias, lembrando que tudo o que a gente joga no Universo, nos é devolvido com a mesma intensidade.

Por isso, nos últimos dias, ficou tudo tão paradinho por aqui. Eu precisava pensar sobre um bocado de coisas, me afastar de tantas outras que não me fazem bem e mandar pra longe toda possibilidade de energia ruim. E então o carnaval foi uma tranquilidade só!

 

Troquei o banho de mar pela piscina, a folia por um café com os amigos e os drinks por raspadinhas de morango! Talvez seja difícil de acreditar, mas esse foi um dos melhores carnavais da minha vida =) Ah, já aviso que coloquei os drinks em dia em outro encontro com os amigos no último sábado, tá? Acho tãããão mais fácil entender as mensagens do Universo depois de uns shots de tequila, hahahahahahaha:) Brincadeira =D
 

Pra encerrar essa semana, recebi mais uma caixa com itens de papelaria da Foroni, e um dos presentes foi esse caderno Candy Crush que tem cheiro de tutti frutti e imediatamente me lembrou dos tempos da escola e da emoção de passar pro ginásio e trocar os cadernos pequenos por um cadernão de doze matérias. Ai, que saudade! #tôvelha

 

A gente nasceu pra ser feliz

Eu comecei o ano de 2014 rindo à toa, com uma série de planos e desejos pra realizar. Tive um ano fantástico, um dos melhores da minha vida, cheinho de alegrias. Mas, ironicamente, terminei o ano chorando, com um aperto imenso no peito, causado por alguns motivos conhecidos por mim, outros nem tanto.

Era início de dezembro quando eu percebi que alguma coisa aqui dentro não estava bem e – apesar dos meus esforços pra manter tudo em ordem (por sorte, certas tristezas são muito discretas)  – houve uma hora em que eu entreguei os pontos. Chorei muito. Chorei desesperadamente, chorei todas as lágrimas guardadas durante um ano inteiro.

Tudo em mim doía, e doía de um jeito que parecia nunca mais passar. Sem perceber, eu permiti que a minha dor fosse maior que eu.

Eu estava cansada, esgotada, com o coração e a alma preenchidos por faltas.

Então eu me ajoelhei, de corpo e alma, e abraçada pelo amor silencioso que sempre me envolve, eu pedi ajuda. Porque eu acredito que se a vida nos ressente, ela também nos restaura.

 

 

Em meio a tantas angústias, eu acabei esquecendo que somos seres de amor, e por mais doloroso que seja um processo, há sempre uma lição a ser absorvida. Cabe a nós exercer sensibilidade para tal.

Ninguém nasceu pra sofrer, esse é um pensamento tolo e covarde. Nós viemos ao mundo para dar e receber amor, em sua forma mais genuína. Somos a energia que emitimos e que, invariavelmente, nos é devolvida com a mesma intensidade.

Se as coisas em nossa vida não estão dando certo, talvez a gente esteja vibrando na energia errada. Ação e reação.

Por várias vezes eu me perdi de mim, e tive que percorrer um longo caminho até desfrutar da alegria do reencontro. Essa foi mais uma delas.

O mais importante é encarar os nossos vazios como espaços a serem preenchidos, e descobrir, dentro de nós mesmos, a melhor maneira de fazê-lo.

Uma coisa, pra mim, é certa: me recuso a levar uma vida de falsas alegrias e relacionamentos superficiais. Me recuso a viver de futilidades, mentiras ou meias verdades.

Eu nasci pra ser inteira e quero manter longe tudo aquilo que me faz metade. 

 

Depois de você

 

Eu morreria por você. Eu pintaria o cabelo de verde, faria uma tatuagem qualquer, pularia do vigésimo quinto andar.

Eu mudaria de cidade, de país e de estado civil. Eu poderia aprender a cozinhar ou a falar alemão. Eu faria qualquer coisa, se você prometesse segurar a minha mão e nunca mais largar.

Eu te amava de um jeito tão bonito.

Eu falava “eu te amo” várias vezes por dia, mas você nunca me levou a sério. Você dizia que me amava, repetia que eu era sua e ria de todas as minhas bobagens, mas você nunca nos levou a sério.

Eu fingia não me importar e ignorava todas as suas aventuras amorosas. Eu tinha tanto medo de estragar o que havia entre a gente, que fingia estar em paz com aquela covardia travestida de liberdade.

Eu queria te manter por perto, então nunca te pressionei contra o muro, mas você fez questão de construir um muro entre a gente.

Eu aceitei o seu silêncio e passei um longo tempo sozinha do lado de cá, imaginando como estaria a sua vida do outro lado. Por não te ter por perto, eu aprendi a prestar atenção em outras coisas, outros lugares, outras pessoas.

E eu, que pensava não haver nada além de nós dois, descobri que havia um mundo inteiro esperando pra ser abraçado. Depois de você, eu experimentei muitos outros abraços.

Um deles, em especial, me fez sentir segura e confortável de um jeito que você nunca foi capaz.

Ontem, ao te ver na rua depois de tantos anos, tantos planos e tantos desencontros, eu não senti saudades. Não senti as pernas bambas, nem o coração acelerado. Não fiquei nervosa, não quis te abraçar, nem me importei em saber como você estava.

Ontem, ao te ver na rua, eu me senti grata pela liberdade que você me deu. Você me mandou embora da sua vida e não se importou em saber como eu iria conduzir a minha.

E então eu me dei conta de que superei não só as minhas, mas, principalmente, as suas expectativas.

Acho que eu fui a melhor coisa que aconteceu na sua vida, e, a julgar pelo modo como me olhou, você também acha.

 
 

Escrevi esse texto pra alguém que precisava ler estas palavras, e que certamente se reconheceu em vários trechos. Acredite, meu bem: não importa o quanto esteja doendo agora, prometo que vai passar.