Adeus, ano velho.

Dia desses, enquanto eu reclamava que esse ano havia sido difícil, alguém discordou de mim, alegando que foi um ano necessário. Ouve também quem dissesse que foi um ano de plantio, e que a colheita está logo à nossa frente.

Embora eu acredite que todas as angústias vividas colaboraram para o meu crescimento espiritual, elas me doeram demais.

2015 foi um ano de renascimento, e todo renascimento sucede uma morte.

Ao longo dos últimos doze meses, eu enterrei minhas certezas, muitas convicções, algumas paixões, um bom punhado de mágoas e, infelizmente, pessoas queridas cujas vidas se apagaram como um sopro. Algumas vezes, eu enterrei a mim mesma. Perdi as contas de quantos lutos eu vivi, na sua forma mais intensa, pesada e devastadora.

Desde o começo, eu sabia que havia um propósito pra toda a dor. Eu sempre soube que o universo estava tentando me dizer algo. Teimosa que sou, muitas vezes eu não quis ouvir, e preferi não aceitar certas verdades por temer as mudanças e transformações que elas iriam demandar.

 

 

Precisei ficar exposta a grandes tempestades até me dar conta de que quando não há mais para onde correr, é que a gente aprende a voar.

Eu aprendi, na marra, que não importa o quanto esteja doendo, vai passar. Não importa o quanto seja bom, vai passar. Não importa o quão importante pareça, uma hora vai passar.

 

Finalmente adquiri a consciência de que nós não somos, estamos. E esta é a única certeza que eu quero cultivar daqui pra frente, porque toda dor uma hora se apaga e faz surgir uma flor.

 

Que em 2016 os nossos medos se tornem cada vez menores e que sejamos luz, para nós mesmos e para os outros. Que a fé e a esperança sejam nossas companhias diárias e que nunca, por mais difícil que pareça, nos falte coragem para seguir adiante!

 

2 Responses to “Adeus, ano velho.”

  1. Paula Cunha disse:

    Olá! Amei o post! Parabéns!

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