A gente nasceu pra ser feliz

Eu comecei o ano de 2014 rindo à toa, com uma série de planos e desejos pra realizar. Tive um ano fantástico, um dos melhores da minha vida, cheinho de alegrias. Mas, ironicamente, terminei o ano chorando, com um aperto imenso no peito, causado por alguns motivos conhecidos por mim, outros nem tanto.

Era início de dezembro quando eu percebi que alguma coisa aqui dentro não estava bem e – apesar dos meus esforços pra manter tudo em ordem (por sorte, certas tristezas são muito discretas)  – houve uma hora em que eu entreguei os pontos. Chorei muito. Chorei desesperadamente, chorei todas as lágrimas guardadas durante um ano inteiro.

Tudo em mim doía, e doía de um jeito que parecia nunca mais passar. Sem perceber, eu permiti que a minha dor fosse maior que eu.

Eu estava cansada, esgotada, com o coração e a alma preenchidos por faltas.

Então eu me ajoelhei, de corpo e alma, e abraçada pelo amor silencioso que sempre me envolve, eu pedi ajuda. Porque eu acredito que se a vida nos ressente, ela também nos restaura.

 

 

Em meio a tantas angústias, eu acabei esquecendo que somos seres de amor, e por mais doloroso que seja um processo, há sempre uma lição a ser absorvida. Cabe a nós exercer sensibilidade para tal.

Ninguém nasceu pra sofrer, esse é um pensamento tolo e covarde. Nós viemos ao mundo para dar e receber amor, em sua forma mais genuína. Somos a energia que emitimos e que, invariavelmente, nos é devolvida com a mesma intensidade.

Se as coisas em nossa vida não estão dando certo, talvez a gente esteja vibrando na energia errada. Ação e reação.

Por várias vezes eu me perdi de mim, e tive que percorrer um longo caminho até desfrutar da alegria do reencontro. Essa foi mais uma delas.

O mais importante é encarar os nossos vazios como espaços a serem preenchidos, e descobrir, dentro de nós mesmos, a melhor maneira de fazê-lo.

Uma coisa, pra mim, é certa: me recuso a levar uma vida de falsas alegrias e relacionamentos superficiais. Me recuso a viver de futilidades, mentiras ou meias verdades.

Eu nasci pra ser inteira e quero manter longe tudo aquilo que me faz metade. 

 

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