Eu uso: saia pink

Na infância, eu era fascinada por cor de rosa. Do laço do cabelo até as meias, tudo era pink. A overdose foi tamanha que, à medida que eu crescia, fui deixando a cor de lado ao fazer as minhas escolhas de vestuário. Hoje, na vida adulta, praticamente não tenho nada pink no armário, até que apareceu essa saia.

Encontrei o tecido (viscose) por acaso e achei o tom tão lindo que imediatamente imaginei a saia pronta. Levei na costureira e o resultado foi essa peça leve, gostosa de usar e super feminina.

 

 

 

 

 

Blusa: C&A
Saia: Costureira
Sapatilha: Zattini
Relógio: Casio
Colar: Presente de uma amiga
 
 

Retratos da semana

 

Independente das previsões climáticas, o tempo sempre será o melhor remédio pra tudo. O seu trabalho primoroso faz com que as coisas voltem ou encontrem o seu lugar e assim, dia após dia, a gente segue a vida e vai aquietando o coração.

Durante o período que estive ausente do blog, voltei a ser uma GlamGirl e a última caixinha a chegar por aqui foi a edição de inverno. Também recebi mimos da Natura, sempre acompanhados de um cartão delicado e cheio de carinho, reforçando que a marca está presente em todas as etapas da minha história. Que parceria linda!

 

 

Na sexta-feira as mulheres da minha vida vieram pra um almoço que acabou se estendendo até a noite e rendeu muitos registros e gargalhadas. O que seria de mim sem elas?

Sábado foi dia de produzir o cenário pras fotos de um mês do sobrinho mais fofo do planeta e no domingo fizemos os cliques. Olha só como tá grandão esse menino! A sua chegada sempre vai ser lembrada por mim de uma maneira muito marcante, pois ao passo em que ele nascia, começava o meu renascimento. Isso significa que nós dois tivemos que aprender a crescer ao mesmo tempo e eu torço pra que – muito em breve – estejamos caminhando livres, a passos largos e cheios de alegria!

 

Para minha mãe

 

- Tá doendo muito, mainha.

 

Foi o que eu disse aos nove anos de idade, na sala fria de um hospital público com uma estrutura precária, ao acordar após uma cirurgia feita às pressas.

 

- Vamos rezar filha, que passa!

 

Em pé, ao lado da cama, ela segurou a minha mão e começamos a rezar baixinho. Imagino que as mães tenham uma espécie de senha prioritária na fila de atendimento com o pessoal lá de cima, pois em poucos minutos a dor aliviou e eu adormeci.

 

Foi um momento extremamente difícil – como tantos outros que enfrentamos juntas – e nem por um instante eu vi a minha mãe chorar, perder a calma ou demonstrar medo, embora hoje eu tenha consciência de que ela estava apavorada. Mas essa é a minha mãe: a pessoa capaz de equilibrar força e leveza como nenhuma outra.

A vida teimou muito, desde cedo, em roubar a sua doçura. Na infância, seu pai saiu de casa deixando a minha avó e sete filhos pequenos. Nunca olhou pra trás, e partiu dessa terra sem saber que a sua ausência em nada diminuiu o caráter daquela mulher, ou das suas crianças.

Aos trinta anos a minha mãe já não tinha pai nem mãe e vivia em um casamento difícil, mas sempre fez tudo o que podia para educar a mim e a minha irmã da maneira mais correta possível. Ela jamais permitiu que as adversidades da vida (e a sua teimosia em tornar tudo mais difícil de vez em quando) servissem de justificativa para as nossas falhas.

Todas as vezes que ela sentiu medo, precisou chorar escondido e pedir forças para seguir adiante, simplesmente porque não havia outro jeito. Era uma menina cuidando – da forma mais bonita que se possa imaginar – de outras duas.

 

Eu sinceramente não sei como ela deu conta. Eu não daria conta.

 

Mas toda vez que eu achei que não conseguiria, ela estava ao meu lado pra dizer – como se a sua história já não fosse prova suficiente – que tudo passa e que a gente consegue, como da primeira vez em que ela segurou a minha mão e rezamos juntas.

 

Nesses últimos dias, a vida quis testar novamente a nossa força, e bastava a presença dela para que a minha dor se tornasse mais suportável. Foram dias muito difíceis e ela foi fundamental para que eu conseguisse me reerguer.

Eu sei que ela acompanha o blog e há dias ela me pede para atualizá-lo, então fiz questão de dedicar essa volta a ela, pra reforçar o quanto eu a amo, respeito e admiro.

 

Obrigada, mainha. Saiba que tudo o que eu já fiz de bom nessa vida e tudo o que eu ainda hei de fazer, eu devo a você. Toda a nossa história, cada lágrima derramada, cada noite insone e cada obstáculo vencido estarão para sempre gravados na minha memória. Não como forma de lamento, mas para que eu saiba que sou capaz de seguir em frente e que eu reconheça o quanto a vida foi generosa comigo por permitir que você estivesse ao meu lado nestes momentos, me dando a honra de chamar de mãe aquela que é, sem dúvidas, o meu maior anjo da guarda.