Eu uso: moda descomplicada

Talvez seja impressão minha, mas acho que quanto mais a gente se preenche de si mesmo, mais clean fica a nossa forma de se vestir. Vai ver a gente cultiva inconscientemente o hábito de usar camadas de roupas para abastecer os espaços vazios, disfarçar as lacunas e tentar transmitir a mensagem que queremos, mas que – por algum motivo – naquele momento não tem força suficiente para chegar à superfície, e é aí que a roupa entra.

Sempre que vejo alguém usando peças simples e poucos acessórios, mas ainda assim carregando uma elegância discreta, fico imaginando o quão pleno é aquele ser humano, que parece tão bem resolvido dentro de uma calça jeans e camiseta.

Em uma época em que o movimento slow life ganha cada vez mais adeptos, penso que a principal função da moda seja – agora mais do que nunca – descomplicar.

Por pouco não posto esse look por aqui, porque ele é realmente muito simples. Mas levando em consideração o fato de que, provavelmente, todos os demais terão esse mood daqui por diante, acho que vale registrar o início dessa nova fase.

 

 

 

 

 

 

Blusa: C&A
Calça: Forever XXI
Slipper: Karmélia
 
 
 

Retratos da semana

 

Lá se foi a primeira semana do ano novo, embrulhada naquela sensação gostosa de esperança e renovação.

Por aqui, a palavra de ordem tem sido leveza, sobretudo para encarar as situações mais pesadas. Como a intenção é dar um passinho por vez, ainda não tenho grandes novidades pra contar – mas pretendo tê-las muito em breve!

Além de dar continuidade ao trabalho (esse nunca para), a gente tem se ocupado da reforma da casa, que ganhou ritmo novo nos últimos dias. Ainda assim, a cozinha continua sendo o único cômodo realmente pronto do nosso cantinho. Foi pra lá que comprei as garrafinhas de coca-cola em edições históricas. Também foi lá que recebemos os amigos pra tomar um vinho no final de semana.

E, claro, da cozinha saíram essas panquecas quentinhas que ganharam uma cobertura generosa de doce de leite pra preencher o nosso domingo chuvoso <3

 

Retratos do réveillon

 

Eu sempre torci o nariz quando me falavam em réveillon na praia, porque uma quase experiência de virada no litoral me fez desacreditar pra sempre que poderia ser bacana.

Como o ano passado – que bom que ele finalmente passou! – foi barra pesada, uma das minhas apostas pra 2016 é fazer diferente, e eu já quis começar pela virada. Viajei com Dieggo na quinta-feira e lá encontramos a família dele pra esperar a chegada do ano novo com os pés na areia e cabelos ao vento.

Foi incrível! Eu não serei capaz de descrever aquela energia, mas só de pensar nela a minha alma vibra de gratidão, pois foi maravilhoso estar cercada de gente do bem, dando adeus àquele ano velho e gritando em contagem regressiva toda a expectativa da chegada do ano novo.

Depois de muitos desejos e abraços trocados, nós brindamos o novo ano sentados na areia, de frente pra o mar, com o vento bagunçando os cabelos e colocando os nossos corações em ordem. Eu, que sempre choro nessa data, dessa vez só consegui sorrir e agradecer.

Tenho certeza de que o carinho que recebi naquele momento deu a largada pra um ano que será inesquecível, no melhor dos sentidos!