Adeus, ano velho.

Dia desses, enquanto eu reclamava que esse ano havia sido difícil, alguém discordou de mim, alegando que foi um ano necessário. Ouve também quem dissesse que foi um ano de plantio, e que a colheita está logo à nossa frente.

Embora eu acredite que todas as angústias vividas colaboraram para o meu crescimento espiritual, elas me doeram demais.

2015 foi um ano de renascimento, e todo renascimento sucede uma morte.

Ao longo dos últimos doze meses, eu enterrei minhas certezas, muitas convicções, algumas paixões, um bom punhado de mágoas e, infelizmente, pessoas queridas cujas vidas se apagaram como um sopro. Algumas vezes, eu enterrei a mim mesma. Perdi as contas de quantos lutos eu vivi, na sua forma mais intensa, pesada e devastadora.

Desde o começo, eu sabia que havia um propósito pra toda a dor. Eu sempre soube que o universo estava tentando me dizer algo. Teimosa que sou, muitas vezes eu não quis ouvir, e preferi não aceitar certas verdades por temer as mudanças e transformações que elas iriam demandar.

 

 

Precisei ficar exposta a grandes tempestades até me dar conta de que quando não há mais para onde correr, é que a gente aprende a voar.

Eu aprendi, na marra, que não importa o quanto esteja doendo, vai passar. Não importa o quanto seja bom, vai passar. Não importa o quão importante pareça, uma hora vai passar.

 

Finalmente adquiri a consciência de que nós não somos, estamos. E esta é a única certeza que eu quero cultivar daqui pra frente, porque toda dor uma hora se apaga e faz surgir uma flor.

 

Que em 2016 os nossos medos se tornem cada vez menores e que sejamos luz, para nós mesmos e para os outros. Que a fé e a esperança sejam nossas companhias diárias e que nunca, por mais difícil que pareça, nos falte coragem para seguir adiante!

 

Eu uso: tom sobre tom

Domingo a gente saiu pra almoçar e escolher o que vestir foi uma missão bem difícil: deve ter sido um dos dias mais quentes do ano!

Recorri (de novo) à saia midi, que sempre salta aos meus olhos quando preciso usar algo confortável, mas sem parecer despojada demais. Usei os acessórios no mesmo tom da saia, porque queria montar uma composição bem neutra, já que era dia e a minha intenção era manter um ar minimalista. Olhando as fotos, me dei conta de que deveria ter feito algo diferente no cabelo – talvez um coque podrinho – ou usado um batom coloridão. Vou experimentar da próxima vez!

 

 

 

 

 

 

 

Blusa: C&A
Saia: Costureira
Sapatilha: Dalumi
 

Perca o sono agora, pergunte-me como.

Homens dormem profundamente, mulheres fazem uma pausa.

A ciência diz que o cérebro feminino começa a amadurecer aos dez anos de idade. Os homens têm esse start quase uma década depois.

Particularmente, acho que iniciei meu amadurecimento bem antes disso. A verdade é que a gente começa a morrer no dia em que nasce, e eu me dei conta dessa contagem regressiva muito cedo, ao perder uma das pessoas que eu mais amava na vida.

Saber que terminamos o dia com um saldo menor no banco de horas da vida é de tirar o sono, sobretudo quando há cada vez mais coisas a se fazer. A gente pensa nos planos, no quanto de vida já ficou pra trás, nas oportunidades perdidas, nos compromissos assumidos, nessa constante inquietação e – é óbvio – a conta não fecha.

Acho que viver nesse ritmo frenético tem me incomodado um bocado. A gente dá um duro danado pra chegar “lá” e, quando chega, descobre que isso exige muito de nós, que arranca nossos dias, algumas noites, que suga cada segundo do nosso precioso tempo.

E olha que ironia: nos tornamos reféns da vida que sempre quisemos ter. É como passar anos construindo uma gaiola, e por concentrar tanta energia nessa construção, a gente acaba esquecendo como é bom voar, até que as grades que nos cercam parecem cada vez mais estreitas.

 

 

Eu não sei em que momento a gente passou a dar o sangue pra ter esse tanto de coisas que nos fizeram acreditar que eram indispensáveis. Não sei quando, exatamente, me deixei convencer de que eu precisava de tudo que, na verdade, eu não preciso.

Mas em alguma das minhas inúmeras tentativas de retomar o fôlego em meio a essa rotina que, por tantas vezes, nos sufoca, eu me dei conta da bobagem que estou fazendo. Me dei conta de que vivo correndo sem sair do lugar, que fiz da felicidade um pote de ouro no final de um arco-íris que certamente vai passar despercebido lá fora enquanto eu trabalho aqui em uma sala fechada. Eu me dei conta de que esse ano me obrigou a renascer quase todos os dias, justamente pra que eu aprendesse uma lição: nós somos tão passageiros que nem somos, estamos.

E quando a gente consegue aplicar esse conceito no nosso dia-a-dia, é libertador! Tudo se torna mais leve, mais fácil e suportável, porque a gente finalmente aprende a distinguir o que vale do que não vale a pena, o suor, a angústia, as lágrimas.

Só quando desaceleramos conseguimos admirar a paisagem e então nos damos conta de que realmente, a felicidade não é o destino, é a viagem.

 

Ah, só mais uma coisa: Vale lembrar que o bilhete (pessoal e intransferível) deve ser só de ida e que viajar sozinho não tem a menor graça. No que diz respeito à bagagem, quanto maior o excesso, melhor!

 

Dupla poderosa: shampoo a seco + spray para babyliss

Existem dois produtos capilares que têm facilitado MUITO a minha vida e só agora me dei conta de que ainda não tinha falado sobre eles por aqui.

Ambos são da linha Modela + Trata da Tutanat e promovem soluções rápidas para os fios, ao tempo em que reforçam os cuidados com os mesmos.

Eu meço o meu apego por um produto quando mantenho sempre um em estoque enquanto estou com um em uso, ou seja, fico meio apavorada se não tiver um frasquinho de reserva, sabe? Com esses dois tem sido assim!

 

 

O Onduliss é o maior responsável pelo babyliss que vocês vivem elogiando. Ele permite que o cacho se forme com muito mais facilidade e protege os fios do calor. Além disso, segura as ondas até o dia seguinte. Eu normalmente aplico antes de fazer a maquiagem e deixo o produto agindo nos fios enquanto o babyliss esquenta. Depois divido as mechinhas e começo a ondular. Já não uso mais o spray fixador após o processo, pois consigo boa durabilidade com efeito natural usando apenas o Onduliss. Uma maravilha!

 

Refresh é um shampoo a seco que remove a oleosidade e dá um tiquinho de volume aos fios, um pó branquinho com cheiro super suave que deixa a raiz bem soltinha. Eu ando muito apaixonada por esse produto, e costumo usá-lo da seguinte forma, se liga no truque: Eu lavo os meus cabelos em dias alternados, então se lavo na segunda de manhã, na mesma noite aplico o Refresh antes de dormir. Durante a noite o couro cabeludo absorve o produto e qualquer indício de oleosidade é eliminado. Esse efeito se sustenta durante o dia seguinte e eu passo a terça-feira inteira com o aspecto de cabelo recém-lavado, bem soltinho e maleável.

 

 

Também aplico o pozinho na raiz dos cabelos (vou dividindo com as mãos mesmo e espalhando o pó) antes de dormir quando sei que deveria lavar os fios na manhã seguinte, mas precisarei sair muito cedo e não terei tempo pra isso. Ele também já me salvou em viagens, é excelente, o tipo de produto que vale à pena carregar na bolsa!

Os dois produtos possuem valor acessível, duram muuuito tempo e podem ser encontrados nas perfumarias de todo o país.

 

Maquiagem: minhas novas paixões

Há muito tempo eu não comprava nenhum item de maquiagem. Além de ganhar muita coisa por causa do blog, o estoque da minha última viagem ainda estava rendendo, então eu acabei não sentindo falta de nada nos últimos meses.

Até que algumas amigas me indicaram uma loja de maquiagem no centro da cidade e – depois de muita resistência (medo de entrar lá e sair falida) – eu visitei a loja e fiz alguns achados.

Aproveitei pra reunir os produtos que eu tenho usado muito ultimamente e ainda não apareceram por aqui, e resolvi falar um pouquinho sobre cada um deles, pois além de acessíveis, fazem uma diferença incrível na maquiagem.

 

 

Recebi o iluminador em bastão (1) e o pó bronzeador (2) da Natura há tempos, e tenho usado MUITO pra fazer maquiagem de contorno. Esse pó é maravilhoso pra tal finalidade, estou amando demais! Minha pele é oleosa, então não arrisco fazer contorno com corretivo ou base. No meu caso, o produto em pó é o ideal e considero esse aí um investimento ótimo, porque dura uma eternidade. No mais, todos os meus iluminadores ficaram no canto depois desse, que dá um efeito muito lindo!

Por muito tempo eu subestimei essa esponjinha de maquiagem (3), mas nada se compara a ela na aplicação do corretivo, por exemplo. Permite “assentar” o produto direitinho, sem retirar demais ou deixar muito marcado. Paguei pouco mais de R$ 10. Como eu vivi até agora sem ela, hein?

Mais um batom líquido com efeito matte (4) pra coleção. Vi uma amiga usando e amei a cor (Sweet, da Ricostti). Custou R$ 15.

Eu adoro o pó compacto da Marchetti (5) e nunca encontrava meu tom nas lojas, até que achei e trouxe pra casa. Ele tem um preço bem bacana (R$ 16) e cobre bem, sem pesar.

Esse batom é um nude lindo (6), muito rico (nem tão fosco, nem tão cremoso). Fui comprar umas caixas nessas lojas de R$ 1,99 e ele me esperava, estrategicamente, na frente do caixa.

O pincel pra aplicar base da Macrilan (7) custou cerca de R$ 25 e possui cerdas naturais, bem macias. Eu também gosto muito de aplicar a base com as mãos, mas ainda assim costumo usar o pincel para um acabamento melhor.