O supra sumo do conforto (e do estilo)

Sabe papo de mãe, que insiste pra gente pegar um casaco antes de sair de casa? Eu tô mais ou menos assim: venho aqui todo outono, pra sugerir – quase implorar – que vocês invistam no moletom.

Foi-se o tempo em que a gente usava a peça nos dias de muita preguiça e pouca disposição. O moletom ganhou status fashion e continua com tudo na próxima estação.

 

 

Eu – assídua defensora do “faça você mesmo” – adoro as opções customizadas. Tem coisa mais bacana do que dar vida nova a algo que andava esquecido no armário e, o que é melhor, garantir uma peça exclusiva? Isso é  o crème de la crème da moda, meu povo!

Incluí minha foto nas inspirações acima pra vocês verem a minha customização com pérolas. Comprei o moletom por uma pechincha – malhinha flanelada, coisinha gostosa de vestir – acho que custou menos de R$ 20. Apliquei as pérolas em tons de prata e grafite. Deu muito trabalho, mas ficou lindo, né?

 

Pras moças menos dispostas, ensino aqui o passo a passo de uma outra versão, com aplicação de pedrarias, bem mais fácil e prática de fazer.

 

Se inspirem e transformem um moletom basiquinho em uma peça super estilosa e gostosa de usar!

 

Pra fazer as pazes com o espelho

Vinícius costumava dizer que uma mulher sem saboneteiras é como um rio sem pontes. Uma colega de trabalho repetia o que o marido sempre lhe dizia em casa: a beleza da mulher está no cabelo. E cabelos não foram feitos pra viver presos não – completava ele – cabelo foi feito pra balançar ao vento, pra espalhar perfume. 

Fantástico o pensamento do sujeito, nascido e criado na zona rural, que conhecia tão pouco da vida na cidade grande, mas certamente sabia apreciar as senhorinhas cujas madeixas balançavam ao vento lá na terra de Chacrinha, o velho guerreiro. 

Mas, vejam bem, o tal sujeito não exigia que o cabelo fosse liso ou encaracolado. Não haviam limitações. Ele precisava apenas estar livre. No entanto, em um país (multicultural, minha gente!) em que cachos só aparecem com a ajuda de um babyliss - olha que ironia! – é comum a gente se sentir “fora da caixa” ao balançar os cachos por aí. 

 

Tudo muito bom, tudo muito bem. Normal (será mesmo?) querer seguir um padrão. Mas quando a gente ignora a saúde só pra parecer com a moça da capa da revista, a coisa começa a ficar perigosa. 

Acho lindo que tem cachos e assume. Quem tem cabelo crespo e arrasa no black power. Quem dá de ombros pra sociedade e manda ver na máquina dois ou, quem tem fios lisos e sacode eles por aí numa boa. 

 

Acontece que, o que eu acho, só serve pra mim. Eu, por exemplo, adoraria ter mais cabelo (enquanto ouço tanta gente reclamar do excesso de volume dos fios). Vejo as meninas usando o shampoo bomba e sempre acho que preciso cortar dois ou três centímetros dos fios, que teimam em crescer rápido demais. 

Então, pra quem quer seguir o padrão das brasileiras com cabelos lisos e bem cuidados originais de fábrica (#sqn) acho válido buscar uma alternativa saudável e que não agrida os fios.

 

 

Apresento-lhes, senhoras, o Sleek, da Tutanat. Nada mais é do que uma escova progressiva (definitiva? inteligente? Nunca saquei a diferença entre elas…) que NÃO contém formol, é compatível com qualquer tipo de química, não danifica os fios e pode ser usada em gestantes e crianças, com intervalos mínimos de 30 dias entre uma aplicação e outra. Não arde os olhos, não precisa ficar dois ou três dias sem lavar os fios e pode ser aplicada no salão ou em casa, com a ajuda de uma amiga. 

 

Tem a versão pra morenas e pras loiras, pra não alterar (muito, porque é impossível permanecer igual) o tom do cabelo. 

O resultado, como de todos os produtos do gênero – são fios lisos que duram de dois a três meses. Pode ser comprada na loja online da marca ou nas lojas físicas de alguns estados do país. Em Pernambuco é super fácil de encontrar, visto que – pausa pro momento de orgulho – a Rishon é uma empresa pernambucana.

 

Retratos da semana

Antecipei os meus relatos carnavalescos no post anterior, quando contei que não houve folia no meu carnaval, o que é mais ou menos verdade. 

Ao invés de samba no pé, teve siricutico na alma. Não dancei nenhuma coreografia – não, nem mesmo o lepo-lepo - mas meu coração tava num ziriguidum danado! E ao invés de caprichar na fantasia, passei as festas de Momo vestida de mim mesma.

 

 

E foi assim, fantasiada de mim, que eu aproveitei o carnaval. Antes de ir à praia, fui agraciada com a visita do carteiro, que boicotou a greve pra vir aqui me trazer um pacotinho lindo da Marina Morena, com a saia mais colorida que eu já usei na vida. Tem foto dela no corpo lá no instagram (@popglam), vocês viram? 

 

Passei poucos dias na praia, tomei meu banho de mar anual – um só, cuja função é lavar a alma e levar embora tudo o que não me cabe mais. Depois voltei pra casa, pra reunir os amigos, matar as saudades de Sivuca (o gato com olhos de coruja) e comemorar o aniversário da minha mãe.

 

 

Como todo carnaval tem seu fim, cá estou eu, no meu dia preferido da semana, cheia de disposição pra começar tudo de novo!

 

Sobre pausas e reflexões

Vocês, que não são bobas nem nada, devem ter percebido que o ritmo deste humilde blog anda um pouco lento nos últimos dias. Eu poderia justificar a falta de posts com a falta de tempo, de inspiração ou de uma internet mais veloz. Mas, pra ser bem sincera, o que me faltou mesmo foi vontade. 

Vontade de acessar a internet, de falar (ou ler) sobre moda, de comprar roupa nova, de sair de casa. Eu comecei o ano feliz da vida, acelerei demais, corri tanto que me perdi de mim mesma. De tão tensa, tive outra crise no ombro e admito que sentir uma dor constante, 24 horas por dia, 7 dias por semana, é uma das coisas que mais me irrita no mundo. Eu bem que poderia me entupir de analgésicos, mas se eu não tava dando conta do excesso de trabalho em minha sã consciência, imagina dopada? 

Além disso, o único remédio que alivia a dor de verdade faz mal pro único rim que eu tenho. Sim, nasci assim, com uns excessos ali e umas faltas acolá.  

 

[Dieggo adora dizer aos amigos que eu nasci com dois úteros, um rim e sem coração. Mas a parte do coração é mentira, tá?] 

 

Daí que esse coração andava meio apertado, e eu não fazia ideia do motivo. Apesar dos inúmeros esforços pra tocar a vida como de costume e ser gentil com quem cruzasse o meu caminho, eu andava bem angustiada. No fundo, eu achei que se não desse atenção a esse peso sobre o meu corpo, ele acabaria se dissolvendo. Tolice a minha, né?

 
 

Embora não faça terapia, sou boa em autoanálise. Uma vida inteira de noites insones tem lá suas vantagens. Um carnaval sem folia também. O mundo inteiro parou por causa do feriado, e eu fiquei em stand by por alguns dias. 

Só então percebi que, ultimamente, me dediquei demais ao trabalho (como se ele fosse a minha vida), me importei demais com as opiniões alheias (como se elas fossem me trazer o equilíbrio, ó que pensamento bobo!), e quis preencher cada segundo e cada espaço dos meus dias com coisas que são importantes sim, mas que podem esperar. 

 

Eu tava tão cheia de tudo que comecei a sentir falta de mim, e isso desencadeou uma sensação estranhamente incômoda.  

 

Liguei pra minha mãe algumas vezes, só pra ouvir que tava tudo bem e que ela me ama mais que tudo nessa vida – minha mãe sempre diz isso quando a gente se fala (às vezes ela liga só pra me lembrar), e eu nunca deixo ela encerrar uma ligação sem me dar a sua benção. 

Falei com minha irmã pelo whatsapp (que me respondia lá das ladeiras de Olinda) só pra saber que tava tudo bem, dizer o quanto eu a amo e ler o mesmo de volta. 

Me dei conta de que não estava tratando Dieggo como ele merece, e então tratei de corrigir o erro, de dizer (e mostrar) o quanto eu o amo e como ele é importante em minha vida. 

Depois eu passei um tempo sozinha, li, ouvi música e parei pra refletir sobre quem eu sou e o que me trouxe até aqui. E então, na quarta-feira de cinzas, enquanto todo mundo voltava da folia, comecei uma festa dentro de mim. Meu coração tava tão cheio de amor e a minha alma tava tão leve que eu me sentia capaz de voar. Se você, que teve paciência pra ler esse texto até aqui, já se sentiu assim alguma vez na vida, sabe bem do que eu tô falando. 

A felicidade que chega sem dar aviso, o amor que toma conta, a paz que envolve. Sem motivos específicos, ou, melhor dizendo, com um excelente motivo: eu fiz as pazes comigo! 

Foi preciso explodir de felicidade, me perder e me encontrar, pra que eu me desse conta do quanto sou abençoada e do quanto a vida é boa se a gente está em paz com o mundo e se preocupa apenas com o que tem dentro, sem dar tanta importância aos barulhos externos. 

 

E agora que eu voltei a ser quem sou, voltemos a nossa programação normal. Até que eu me perca (e me encontre outra vez).