Retratos da semana

 

Independente das previsões climáticas, o tempo sempre será o melhor remédio pra tudo. O seu trabalho primoroso faz com que as coisas voltem ou encontrem o seu lugar e assim, dia após dia, a gente segue a vida e vai aquietando o coração.

Durante o período que estive ausente do blog, voltei a ser uma GlamGirl e a última caixinha a chegar por aqui foi a edição de inverno. Também recebi mimos da Natura, sempre acompanhados de um cartão delicado e cheio de carinho, reforçando que a marca está presente em todas as etapas da minha história. Que parceria linda!

 

 

Na sexta-feira as mulheres da minha vida vieram pra um almoço que acabou se estendendo até a noite e rendeu muitos registros e gargalhadas. O que seria de mim sem elas?

Sábado foi dia de produzir o cenário pras fotos de um mês do sobrinho mais fofo do planeta e no domingo fizemos os cliques. Olha só como tá grandão esse menino! A sua chegada sempre vai ser lembrada por mim de uma maneira muito marcante, pois ao passo em que ele nascia, começava o meu renascimento. Isso significa que nós dois tivemos que aprender a crescer ao mesmo tempo e eu torço pra que – muito em breve – estejamos caminhando livres, a passos largos e cheios de alegria!

 

Para minha mãe

 

- Tá doendo muito, mainha.

 

Foi o que eu disse aos nove anos de idade, na sala fria de um hospital público com uma estrutura precária, ao acordar após uma cirurgia feita às pressas.

 

- Vamos rezar filha, que passa!

 

Em pé, ao lado da cama, ela segurou a minha mão e começamos a rezar baixinho. Imagino que as mães tenham uma espécie de senha prioritária na fila de atendimento com o pessoal lá de cima, pois em poucos minutos a dor aliviou e eu adormeci.

 

Foi um momento extremamente difícil – como tantos outros que enfrentamos juntas – e nem por um instante eu vi a minha mãe chorar, perder a calma ou demonstrar medo, embora hoje eu tenha consciência de que ela estava apavorada. Mas essa é a minha mãe: a pessoa capaz de equilibrar força e leveza como nenhuma outra.

A vida teimou muito, desde cedo, em roubar a sua doçura. Na infância, seu pai saiu de casa deixando a minha avó e sete filhos pequenos. Nunca olhou pra trás, e partiu dessa terra sem saber que a sua ausência em nada diminuiu o caráter daquela mulher, ou das suas crianças.

Aos trinta anos a minha mãe já não tinha pai nem mãe e vivia em um casamento difícil, mas sempre fez tudo o que podia para educar a mim e a minha irmã da maneira mais correta possível. Ela jamais permitiu que as adversidades da vida (e a sua teimosia em tornar tudo mais difícil de vez em quando) servissem de justificativa para as nossas falhas.

Todas as vezes que ela sentiu medo, precisou chorar escondido e pedir forças para seguir adiante, simplesmente porque não havia outro jeito. Era uma menina cuidando – da forma mais bonita que se possa imaginar – de outras duas.

 

Eu sinceramente não sei como ela deu conta. Eu não daria conta.

 

Mas toda vez que eu achei que não conseguiria, ela estava ao meu lado pra dizer – como se a sua história já não fosse prova suficiente – que tudo passa e que a gente consegue, como da primeira vez em que ela segurou a minha mão e rezamos juntas.

 

Nesses últimos dias, a vida quis testar novamente a nossa força, e bastava a presença dela para que a minha dor se tornasse mais suportável. Foram dias muito difíceis e ela foi fundamental para que eu conseguisse me reerguer.

Eu sei que ela acompanha o blog e há dias ela me pede para atualizá-lo, então fiz questão de dedicar essa volta a ela, pra reforçar o quanto eu a amo, respeito e admiro.

 

Obrigada, mainha. Saiba que tudo o que eu já fiz de bom nessa vida e tudo o que eu ainda hei de fazer, eu devo a você. Toda a nossa história, cada lágrima derramada, cada noite insone e cada obstáculo vencido estarão para sempre gravados na minha memória. Não como forma de lamento, mas para que eu saiba que sou capaz de seguir em frente e que eu reconheça o quanto a vida foi generosa comigo por permitir que você estivesse ao meu lado nestes momentos, me dando a honra de chamar de mãe aquela que é, sem dúvidas, o meu maior anjo da guarda.

 

Sobre planos e pausas

Dizem que quando a gente faz planos, Deus dá risada. Pensando assim, eu devo ter provocado boas gargalhadas no céu.

Há um tempo eu decidi otimizar minha rotina em vários aspectos e me dediquei a um planejamento minucioso, estabelecendo metas, prazos, limites e horários pra tudo. Estava super orgulhosa do meu desempenho até que a vida, ironicamente, fez questão de me mostrar que nada está sob controle.

Reparem bem onde está a ironia: há um mês eu me sentia angustiada quando não conseguia riscar todos os itens da minha lista de tarefas. Hoje eu sequer posso me dar ao luxo de ter uma lista.

A minha vida está suspensa e meu único objetivo é manter o equilíbrio aqui do alto dessa corda que ora parece estável, ora balança furiosa.

 

 

Eu sei que todo mundo atravessa fases assim, eu mesma passei por algo desse tipo um ano atrás e, talvez por isso, não me imaginava numa situação parecida tão cedo. Definitivamente, eu não estava pronta pra outra.

No meio dessa tempestade, eu tenho buscado a calmaria por meio da minha fé que, cá entre nós, andava um tanto enfraquecida. Sei que às vezes é necessário um mar revolto para fazer nascer um grande capitão e talvez esse momento seja parte de um processo muito maior que eu ainda não compreendo, mas para o qual preciso estar pronta.

Portanto, perdoem a minha ausência. Logo eu reapareço da única forma que sou capaz: inteira.

Isso também vai passar!

 

Diário da reforma: banheiro externo

Talvez a gente seja o único casal do mundo que reforma uma casa de trás pra frente! Mas como já citei por aqui, é tanta coisa pra fazer que resolvemos priorizar de acordo com a nossa necessidade. Primeiro foi a cozinha, depois a lavanderia e agora esse banheiro. Pode parecer estranho, mas eu explico: a cozinha é o coração da nossa casa e coladinha a ela fica o quintal que, inicialmente, seria só um quintal mesmo.

Acontece que a gente foi mexendo dali e daqui a acabou percebendo que valia a pena investir um pouco mais nesse espaço pra que ele se tornasse um ambiente acolhedor, ideal pra receber os amigos, e por isso veio a ideia de construir um banheiro ali, pra ser usado nos dias de festa.

 

 

O banheiro é pequeno e bem simples, mas eu quis que ele ficasse bem charmosinho e como usei itens muito acessíveis, achei que poderia inspirar vocês a deixarem seus banheiros mais bonitinhos também!

Compramos um tapetinho plástico bem bonitinho (e fácil de limpar) que é vendido numa variedade imensa de cores. Como a gente queria deixar o ambiente bem delicado, escolhemos o branco.

Em uma loja de essências eu encontrei o vidro pra sabonete líquido e esse outro de perfume, que trouxe pra casa sem válvula ou tampa e transformei num vasinho de flor, colando a etiqueta Chanel. Essa dica já foi compartilhada por aqui outras vezes, lembram?

Feito isso, foi só colocar um quadrinho na parede e pronto, os detalhes – embora singelos – deixaram o ambiente mais aconchegante.

Acima da porta há uma prancha com as mesmas caixas de madeira que usamos na lavanderia, onde eu guardei cosméticos em geral que ainda não foram usados.

 

 

Agora estamos concluindo a coberta desse “quintal” e no próximo post eu mostro os avanços gerais da reforma, ok?

Até lá!

 

Beleza acessível: Pó translúcido Vult

Outro dia eu estava comprando uns produtos de beleza online e o site me sugeriu o pó translúcido da Vult, por R$ 20, com desconto.

Eu já usei vários produtos da marca e, em geral, gosto da qualidade deles. Além disso, a Vult tem um ponto super positivo: não realiza testes em animais.

Durante anos usei o Dream Matte Powder da Maybelline, que era perfeito pra mim (sempre funcionou melhor do que o Blot da MAC, por exemplo) e a paixão era tanta que eu tinha um mini estoque em casa, até que o produto saiu de linha, meu estoque acabou e eu nunca encontrava um substituto a altura. Até agora!

 

 
 

Estou muito satisfeita com o pó da Vult porque ele reúne todas as qualidades que eu procuro nesse tipo de produto: não tem cheiro, não tem cor (por ser translúcido se adequa a qualquer tom de pele), a textura é bem fininha, deixa a pele aveludada, com um aspecto natural e segura a oleosidade por muito mais tempo.

Tudo isso por vinte reais, gente. Vinte reais!

Além de ser um produto muito bom, a embalagem é bem caprichada. A esponjinha (muito digna, por sinal) fica guardada em um compartimento à parte e acompanha espelho.

Acho que vou começar a construir um novo estoque e aconselho vocês a experimentarem esse pó. Ele é mais uma prova de que, às vezes, a indústria nacional dá um banho nos produtos importados e a gente consegue um efeito muito bom gastando bem menos.